Por que repetimos comportamentos que sabemos que nos fazem mal?
Você já percebeu que, às vezes, sabe exatamente o que não deveria fazer, mas mesmo assim acaba repetindo?
Pode ser continuar adiando algo importante, voltar para uma situação que já trouxe sofrimento, evitar uma conversa necessária ou manter um hábito que você gostaria de mudar.
Se isso acontece com você, saiba que não é simplesmente falta de força de vontade.
Por que isso acontece?
Nossos comportamentos são construídos ao longo da nossa história e estão relacionados às experiências que vivemos, aos pensamentos que desenvolvemos e às consequências que esses comportamentos produzem.
Muitas vezes, um comportamento continua porque, apesar de trazer algum prejuízo depois, ele oferece algum alívio ou benefício imediato.
Por exemplo:
Você está preocupado com uma tarefa → sente ansiedade → decide adiar → sente alívio naquele momento.
O problema é que, mais tarde, a tarefa continua esperando por você e a ansiedade pode até aumentar.
Assim, o comportamento de evitar acaba sendo repetido porque funcionou para diminuir o desconforto naquele momento.
Então por que é tão difícil mudar?
Porque mudar não significa apenas decidir: “A partir de hoje, não vou mais fazer isso.”
É preciso compreender o que desencadeia aquele comportamento, o que você sente e pensa antes dele e o que acontece depois.
Quando começamos a perceber esses padrões, podemos encontrar novas maneiras de responder às situações.
Um exercício simples
Na próxima vez que perceber que está repetindo um comportamento que gostaria de mudar, pergunte-se:
- O que aconteceu antes?
- O que eu estava pensando ou sentindo?
- O que fiz?
- O que senti logo depois?
- Esse comportamento resolveu o problema ou apenas trouxe um alívio momentâneo?
Essas perguntas podem ajudar a enxergar o comportamento com mais clareza e menos culpa.
Mudar um comportamento começa, muitas vezes, por compreender por que ele existe.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, proporcionando um espaço para identificar padrões, compreender suas funções e construir novas formas de lidar com situações difíceis.
Você não precisa apenas se perguntar “Por que eu faço isso?”.
Também pode começar a perguntar:
“O que esse comportamento está tentando resolver?”
Escrito por
Psi. Tatianne Franciele
CRP 04/40016Psicóloga clínica dedicada a promover a saúde mental, o autoconhecimento e o bem-estar emocional. Realiza atendimentos presenciais em Patrocínio-MG, Guimarânia-MG e consultas online para todo o Brasil.
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